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iA DESPEDIDA!
Adeus terra minha,
que em teu calor me envolveste,
¡Adeus terra querida!
Que nunca de mim te esqueces-te.
Vou partir, nem sabes como vou!
¡Levo-te toda no meu coração!
A tristeza e a saudade,
são já maiores, do que o amor que nos vincou!
Adeus terra querida, talvez não voltarei para ti...!
Esquece-me, peço-te terra minha,
e sorri para os outros, sorri!
Vê neles a minha vida, que teus filhos também são!
¡E vê na minha ida direitos de protecção!
Parto triste, a chorar, são lágrimas já saudosas...
Mas deixo-te os pássaros a cantar,
Deixo-te pequenas prosas!
Se um dia eu voltar, coisa que muito duvido!
Mais vale um de nós morrer,
pois viver a sofrer, é viver sem ter vivido!
Vou partir terra minha para terras estranhas...!
Adeus caminhos da minha vida, rios, montes, madrugadas.
¡Ao deixar-te terra querida levo os olhos deslumbrados!
Do mesclado das tuas gentes, do verde dos teus montes,
do branco dos teus campos de algodão,
do verde-rubro dos teus cafezais, do agreste das tuas savanas,
da imponência dos teus imbondeiros,
do vermelho do teu pôr do Sol, das tuas acácias floridas,
e cheios das tuas Estrelas, mas às vezes, podem chorar!
Vou partir...
Adeus terra querida, se eu não voltar...!
Quero que saibas, que deixo aqui a minha vida!!!
¡POEMA DE ROGÉRIA GILLEMANS!
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¡O REDENTOR PEREGRINO!
O REDENTOR PEREGRINO, que me acompanha na vida?!
Que emoções colocou em meu coração,
que leva-me pelos caminhos de um Destino!
E a vagar de lugar em lugar,
vou cumprindo Desígnio Divino,
¡Em prece neste Altar!
Ah, minha vida peregrina!!!
Que preside um Destino de terras férteis, e de imensos desertos...!
Minha vida cheia de risos e de lágrimas, cheia de sol e de sal...!
¡Como peregrina nesta vida terrena, de predestinação Celestial!
¡Bebi do cálice Divino!
Ali estava o meu Destino!!!
Contemplo-me a mim mesma caminhando por desertos e vales,
entre áridas areias desertas, e sombras amenas!
Ah, convívio com as criaturas das margens,
e criaturas que ficaram à beira de todos os horizontes!!!
E olhando os que vêm chegando com manhãs de Sol!
E ver os que partem em tardes cinza de dor!
Fazendo a alma sentir ainda mais frio!
Um arrepio no estômago, um nó no sonho, e um aperto no coração.
¡E enquanto aguardo pelo Criador!
Caminho peregrina na companhia do Redentor,
pelas areias coloridas das praias, e pelos dorsos verdejantes dos planaltos!
E hoje, depois de tanto andar...!
Sem bússola, e sem cansaço!
¡Trago ainda meu sonho imaculado!
E as minhas retinas dilatadas de visões amplas e azuis,
de mundos conhecidos, e de tantas cidades percorridas,
de tantos rios atravessados, e tantos mares que se espraiaram nos meus dias!
Ah, meu sonho desfeito!
¡Sempre algemada ao momento das partidas!
Neste canto de sofrimento, cumprindo Sacro Destino!
Que banha meu sonho primeiro...! E quem sabe, o derradeiro!!!
E nesse tempo de partida...!
Tudo dentro de mim continua como dantes,
Tudo sempre esteve pronto...! E ainda está!
Meu passaporte, meu diário em branco.
Ah, perdão Senhor!!!
Tu que és o Redentor, e nos deste tanto amor!!!
Porque esta dor?!
E a única herança recebida, é o Amor que vem do Divino,
que preside um Desígnio!
Tudo que de belo existe, é oferta Divina, do Redentor,
Nosso Senhor!
¡Que Ressuscitado está em todas as suas Criações!
¡E com Amor Divino fez delas doações!
Criador do Universo, da luz, do ar, do infinito...!
É a Paz, a Esperança, é o alento do aflito!
É o suor de quem trabalha, o calo duro da mão
do homem que planta o trigo, é o trigo que dá o pão!
É ciclo da natureza, nesse ir, e vir constante...!
No broto que se renova, na vida que segue adiante!
É a harmonia das cores, a natureza esquecida...!
A fresca aragem da brisa, a própria essência da vida!
É a escuridão do infinito, ponteado de Estrelas,
a amplidão do Universo!
Os segredos desta vida, o germinar da semente!
Os movimentos da terra, que gira sem cessar!
É o sorriso de criança, os olhos dos filhos seus!
É o orvalho sobre a relva, as aves que nos encanta,
o cheiro que vem da terra, e o Sol que nos levanta!
É as flores que desabrocham, perfumando a atmosfera!
as folhas novas que brotam, anunciando a primavera!
É o regato cristalino, pequeno servo do mar,
as ondas lavando as praias, na clara luz do luar!
O Redentor é perene, é Divino de tal sorte,
que sendo a essência da vida, é o descanso da morte!
Eu peregrina desse Amor, desse Além, e Presente!!!
¡De joelhos Lhe peço, que nunca de mim se ausente!
¡POEMA DE ROGÉRIA GILLEMANS!
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12/10/2009
«DÊEM-ME UMA ESCADA,
PARA EU ARRANCAR OS PREGOS A CRISTO!!!»
POEMAS DEDICADOS A:
ANTÓNIO MANUEL RODRIGUES
¡Oh, transcendente poesia, que verso algum traduz...!
Ah, se a vida de todos nós fosse diferente...!
Talvez existiria um mundo da verdade!
Como cristalina, é a gota d'água!
Tu foste aquele que me fez crescer,
ensinaste-me a amar, a amadurecer!
Davas-me a tua mão forte e segura,
e juntos seguiamos pelos caminhos do nosso amor!
O nosso amor tinha o Céu por testemunha!
Com armas o crivaram, e na fogueira foi sacrificado!
Morri de tanto amor...!
E renascia na dor!
Tu foste aquele Sonho...! Jamais sonhado!
A minha fonte d'água pura!
Onde teus doces olhos verdes via reflectidos,
Os mais belos que tinha imaginado!
Tu foste amor, e o meu poema!
A minha inspiração, e a minha certeza!
Foste o meu Sol, e a minha luz,
o meu calor, e a minha sombra!
Foste o meu porto de abrigo seguro,
o meu Céu, e o meu Universo!
Buscava-te entre trevas, e horizontes,
abismos e fontes!!!
A ausência fria de não estar ao teu lado quando dormia:
para me cobrires quando sentias meu corpo frio,
em gesto de amor, e enlevada ternura!
Chamo por ti, e não tenho resposta...!
Grito o teu nome!!!
E o grito morre estrangulado no nó do meu sonho desfeito!
E o Mundo fica quedo, em silêncio profundo!
¡POEMA DE ROGÉRIA GILLEMANS!
¡NOITE TRISTE...! NOITE SOFRIDA!
Que sobre a terra veio pousar!
Desceu devagar...!
Cobrindo-a com amargura, e o seu pesar!
Solitária, triste e dolorida...!
A sua dor é cheia de tortura!!!
Chegou sózinha!
Sem a benção do luar,
que a faz divina e pura!
E oiço a Noite triste a soluçar!
Oh, Noite!
Porque estás tão escura,
e assim tão triste?!
Será que dor igual à minha te assiste?!
Esta dor que me lacera o coração,
eu sei donde me vem...!
É de um amor que já não tenho,
que Deus levou p’ra sua União!
E tu Noite triste...!
A tua dor é a causa que perdeste a Lua?!
Noite triste não chores!!!
Escuta...! Mais Além...!
Fez-se silêncio de repente!
¡É Deus que está Presente!
Porque se queda uma vida de amor na terra...!
¡E está a começar a ficar ausente!
Noite triste! Escuta...!
Na terra está alguém a chorar!!!
Mas, mais Além...! Há Anjos a cantar,
e milhões de Estelas a iluminar!
¡Os Anjos ao lado do Criador!
dizem um nome com Amor...!
O mesmo que está gravado no meu coração!
O nome do meu amado...!
Que eu escrevo na palma da minha mão!
Noite triste...! Sofrida, e solitária!
Amanhã desces sobre a terra com Céu límpido,
a Lua cheia deslumbrante rodeada pelas Estrelas!
Estarás feliz!
E sorrindo vais voltar a espalhar a fantasia do luar!
Mas, eu...! Oh, Noite!!!
Eu...! Vou estar a teu lado!
Que venhas brilhante com as Estrelas a cada dia,
e feliz com a Lua irradiada pela luz dos raios do Sol,
por companhia!
Este frio que sinto, e minha alma gela!
Que ao meu corpo traz arrepio!
Que o cobram as tuas caricias e afetos,
em teus braços abertos!
Que teu orvalho pouse com carinho,
em meu coração sofrido...!
Para o abrir em pétalas de flor!
Exalando perfumes inebriantes do amor,
Esse amor que rumou até Deus, Nosso Senhor!
Que de mim ficou ausente,
e deixou perene esta dor!!!
¡POEMA DE ROGÉRIA GILLEMANS!
¡A CRUZ NO CÉU!
Quem seria,
que pregou lá no Céu aquela imensa Cruz?!
Como torre de êxtase, Sofrimento, Amor, e Prece!
Que entre lágrimas, amor, e dor,
havemos de carregar pelos anos afora!
A noite se fez de infinita serenidade Suprema!
Há uma estranha beleza na noite...!
A via-láctea inteiramente acesa de repente!
Como fotografia de um turbilhão de luz pendente...!
Neste sofrimento incontido, como sinal dos Mistérios Divinos,
nesse infinito azul do Céu!
- Ainda sinto nos lábios,
um travo ardente do amor ausente,
esse amor que me deixou há apenas uns instantes!
¡O Céu azul sereno ficou!
E a noite, é de luar ameno...!
Juraria que há alguém a chorar!... Mas não sei onde se chora!!!
E angústia invencível minha alma prostra!
Se ao Cervo, Deus, Nosso Senhor,
dotou com poder para fazer em mil pedaços o coração,
em horas de aflição...! Em silenciosa explosão!
Porque não me bafejou com igual doação?!
Que da sua Cruz no Céu fiz minha Redenção!!!
E se na terra cedo se fez inverno, e minha alma gela!
¡No Céu é primavera, e amor Eterno!
E na terra que tudo é efémero...!
É no Céu que está o Amor Supremo!!!
Logo chegará a primavera!
Não deixarei que ela me encontre com as marcas deste frio inverno!
De folhas mortas, espalhadas pelo chão, queimadas pelos frios deste gelo,
que norteiam meus pensamentos, e elas perecem em meu coração!
O vento logo as soprará para longe...!
E aquilo que se fez deserto em mim, que me custou noites de angústia, e dor,
será transformado em primavera, vida, e amor!
¡A felicidade nunca esteve ausente!
Vou procurar a dracma que perdi, é a minha moeda do amor!
Chegará a primavera!
Jogarei sementes em todo lugar...!
Se a terra não é fértil...! É no Céu o seu lagar,
onde o fruto se transforma em óleo,
que ilustra a Deus o nosso penar!!!
Neste misto de pranto, de sol e chuva, de sonho, de dor, e de amor,
a figueira tem mais uma flor, colocada pela Mão do Criador,
Deus, Nosso Senhor!
E a figueira carregar-se-á de figos, as uvas enfeitarão as parreiras,
e as maçãs as macieiras!
Os ventos já não balançam as folhas!
Já não sinto o toque das pontas do mar!
Estou sentindo o entardecer do coração ancorar nas bordas do porto,
exausto de tanto esperar...!
Meu mergulho lívido já não é profundo, e as sombras do fundo do mar,
norteiam a superfície neste inverno de pouco sol!!!
Escondido entre as nuvens partidas, que se assemelham com o fim da Lua,
desnuda pelos olhares de marte!
¡O horizonte já perdeu o tom avermelhado da manhã!
Onde os ventos eram fortes, e os moinhos viviam a plenitude,
nas suas planícies verdejantes, repletas de amores que transbordaram o coração!
Os ventos já não movem meus olhos na esperança de vislumbrar o amor,
que ilumina a vida com sua sedução tímida, atrás da Estrela cadente!
Se o nosso anoitecer, é o amanhecer a Deus...! E o que era escuro, faz-se claridade!
ao Céu entrego em prece...! Esta dor, este amor, e esta saudade!!!
A vida vai deixando de existir aos poucos, lentamente...!
Enquanto o Sol se esconde entre os meus sonhos!
Já não sinto os ventos no meu rosto, entristecida pela palidez da minha lembrança,
entre as paredes do meu oceano!
Meu dia está enfraquecendo...! Enquanto o entardecer toma forma,
e a noite vai cobrindo meu corpo...!
Dormirei o sono sereno da quietude sem fim!
Um dia aos acordes de suave melodia despertarei, e tu amenizas meu coração,
magoado, e dolorido, para tratá-lo com carinho, e muita afeição,
com teu amor sereno, como sempre fizeste para mim,
com velada dedicação!
Não se pense que é desgastado...! É só cansado!
Por lágrimas vertidas, feito em pedaços, e em pranto,
que no peito grita anúncio de dor...!
¡Dirigido até Deus, Nosso Senhor!
¡POEMA DE ROGÉRIA GILLEMANS!
¡ ESTOU PARTINDO AO TEU ENCONTRO!
Assim, de repente partistes de mim sem avisar...!
Como chegastes...! Suavemente!
Sem ruído...! Discreto e sereno!
¡E logo ficou a doce recordação, dos bons momentos vividos!
Vou ao teu encontro...!
Oh, como eu queria ser o Céu!
Esse lugar longínquo!!!
Para te acolher nos meus braços!
¡Espera-me simplesmente!
Que chegarei sem que o esperes!
Diz-me se é verdade,
Que sou a tua realidade!
Que estás esperando-me, e se...
Se vou a chegar!!!
E...!
Beijar-te!
Abraçar-te!
Acariciar-te!
Com o amor que te tenho...!
E com o amor que por ti sempre senti!!!
E se assim me quiseres,
e se assim me chamas,
com doce maneira...!
Com tua alma cheia de calor,
e o coração cheio de amor!
Não quero fazer-te esperar mais tempo!
Estou...
Partindo ao teu encontro!!!
¡POEMA DE ROGÉRIA GILLEMANS!
¡O AMOR TEM RAÍZES!
Há amores que não terminam nunca...
Ainda que os amantes estejam longe, e que os corpos se querem perto...
Para a alma não há distância...
Por mais que se separem, sempre estarão juntos, ainda que distantes....
O amor na presença ausente, sempre será sentido, porque o amor tem a sua vida própria...
E se a morte leva um, o outro saberá sempre sentir a presença amada...
Presença que será sentida.
Enquanto o corpo tenha vida ... O amor não morre nunca ....
E seguramente na Eternidade um pelo outro espera,
para seguir vivendo no céu, o amor vivido na terra ...
Assim são os amores verdadeiros!
Outras pessoas podem ser amadas... Mas o amor Divino, será somente um,
por toda a vida, e depois que ela se vá ...
«AS PESSOAS QUE AMAMOS NÃO MORREM; APENAS PARTEM ANTES DE NÓS!»
¡DE ROGÉRIA GILLEMANS!